A Elecnor aumenta 10% seu lucro líquido em 2014, até 58,5 milhões de euros
25 de fevereiro de 2015

O EBITDA foi de 228,8 milhões de euros, 3,8% superior

As vendas chegam a 1.724 milhões, das que 54% são originadas no mercado internacional

A carteira fechou 2014 com pedidos pendentes de execução pelo valor de 2.417 milhões, cifra na que o mercado internacional representa 82%

Madri, 25 de fevereiro de 2015.- A Elecnor obteve um lucro líquido consolidado de 58,5 milhões de euros em 2014, o que representa um aumento de 10% em relação aos 53,3 milhões de 2013. O EBITDA foi de 228,8 milhões, 3,8% superior.

Estes avanços foram registrados apesar de um ambiente econômico marcado pela ainda fraca recuperação do mercado espanhol e também apesar dos efeitos da reforma energética, cuja aplicação significa, por um lado, que as instalações eólicas da Elecnor na Espanha colaboraram para o resultado consolidado 9 milhões de euros menos que no exercício 2013 e, por outro lado, uma menor rentabilidade das (3) três instalações termosolares com que  o Grupo conta na Espanha, com relação à prevista no momento de sua promoção e desenvolvimento. Além disso, a reforma fiscal que entrou em vigor no dia primeiro de janeiro de 2015, com um impacto negativo na conta de resultados do Grupo de outros 10 milhões de euros. 

Com estes fatores, as chaves de caráter favorável de maior influência na evolução do resultado de 2014 são:

  • Uma maior colaboração dos projetos eólicos do Grupo no Brasil e no Canadá.
  • Um aumento da produtividade nos projetos de infraestruturas.
  • A forte presença ems países como Angola, Chile ou Brasil e uma maior rentabilidade em outros de recente implantação.
  • O sensível aumento da atividade de infraestruturas de telecomunicações no mercado nacional.
  • A entrada em operação de novas linhas de transmissão no Brasil e o bom comportamento das sociedades concessionárias que operam nas demais linhas de transmissão do país.

Vendas 

A cifra de vendas consolidada do exercício 2014 ascende a 1.724 milhões de euros, o que representa um descenso de 7,5% em relação à registrada em 2013. Este dado é explicado pela menor receita por retribuição dos projetos de geração de energia nos que o Grupo participa, assim como pelos efeitos da redução dos investimentos, tanto públicos como privados, nos setores nos que a Elecnor desenvolve sua atividade na Espanha.  

Em 2014, o mercado internacional representou 54% das vendas totais do Grupo; o mercado nacional originou 46%. É o terceiro exercício consecutivo no que as vendas são majoritárias no exterior, no ano 2010 apenas representavam 36% do total. São dados que apoiam a aposta da Grupo Elecnor na internacionalização como motor de crescimento para os próximos exercícios, reforçando ao mesmo tempo sua posição de liderança no mercado nacional. 

Carteira

No final do exercício 2014, a carteira de contratos pendente de executar chegou a 2.417 milhões de euros. Por mercados, a de origem internacional chegou a 1.979 milhões (82% do total) e a contabilizada no mercado nacional é de 438 milhões de euros, isto é, 18% da carteira total.

Principais operações corporativas

Em 2014, a Elecnor assina uma aliança com o grupo holandês APG, que realiza a gestão do segundo maior fundo de pensões do mundo, para o desenvolvimento conjunto de novos projetos de transmissão de energia na América Latina. Este acordo significa a entrada do APG, com 49%, no capital da Celeo Redes, com participação até então de100% do Grupo Elecnor e que agrupa os investimentos nos projetos de transmissão de energia. O Grupo APG pagou por esta participação 236,7 milhões de euros

Também, destaca o acordo assinado no passado dia 28 de novembro com o fundo canadense Eolectric Club Limited Partnership, pelo qual este último passa a ter 49% de participação na sociedade titular do complexo eólico de L’Érable, de 100 MW, promovido e construído pelo Grupo Elecnor em Quebec, pelo qual este fundo pagou 71,8 milhões de dólares canadenses

Finalmente, foi obtido um financiamento no valor de 600 milhões de euros com um grupo de 19 entidades financeiras, tanto nacionais como  internacionais, que substitui os 401 milhões de euros do financiamento sindicado assinado em 2012, e que proporcionará recursos para enfrentar os investimentos que o Grupo pretende realizar nos próximos anos, em especial no mercado internacional e nas atividades com maior potencial de crescimento e âmbitos regulatórios estáveis. A operação foi completada na parte mais alta da faixa prevista, novamente fica demonstrada a acessibilidade da Elecnor ao financiamento bancário  e a excelente imagem de suas operações. Esta operação, com um vencimento a cinco anos, ampliou a vida média do financiamento da companhia e melhorou substancialmente as condições, tanto margens como covenants, do financiamento sindicado até então em vigor, assinado em janeiro de 2012.

 

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