A Elecnor aumentou o lucro líquido em 4,3% e as vendas em 8,2% em 2016
O lucro líquido ascendeu a 68,5 milhões de euros, enquanto as vendas superaram, pela primeira vez, os 2 bilhões (2.035 milhões). A dívida financeira líquida corporativa foi de 272 milhões de euros, face aos 280 milhões do exercício anterior, representando uma redução de 3% que acresce ao ajustamento de 19,5% alcançado em 2015.
28 de fevereiro de 2017

Madri, 28 de fevereiro de 2017.- A Elecnor alcançou, em 2016, um lucro líquido consolidado de 68,5 milhões de euros, representando um aumento de 4,3% relativamente aos 65,7 milhões de 2015. 

Os principais fatores que incidem sobre esta evolução favorável são: 

  • A contribuição positiva de algumas das sociedades do Grupo que operam nos mercados exteriores, especialmente no Chile, devido, entre outros projetos, aos trabalhos de montagem da maior usina eólica do país para a Latin American Power.
  • A contribuição dos importantes projetos relacionados com as energias renováveis e com o transporte e transformação de energia que o Grupo desenvolve na América Latina (República Dominicana, Chile e México), África (Angola e Argélia) e Austrália. 
  • Os resultados obtidos no mercado nacional de infraestruturas, onde a Elecnor mantém uma sólida posição de liderança.
  • A venda da sociedade eólica Parques Eólicos de Villanueva à Cubico Naranja Wind Spain por 34 milhões de euros.
  • Os bons resultados gerados pelas usinas eólicas brasileiras favorecidos pelos elevados dados de produção alcançados.

Dois fatores que atuaram no sentido contrário: por um lado, o Grupo continuou suportando durante 2016 os custos de implantação em países onde começou as operações nos últimos exercícios, especialmente nos Estados Unidos e Reino Unido. No entanto, as previsões para o exercício de 2017 preveem uma melhoria substancial nos resultados destes países. Por outro, a evolução de algumas moedas locais nas quais estão estruturados financiamentos de projetos, face às moedas funcionais dos mesmos, teve um impacto negativo sobre a demonstração de resultados do Grupo.

Paralelamente, o Grupo continuou aprofundando as políticas de contenção e controle sobre os gastos nas quais, de forma recorrente e especialmente no mercado atual, têm vindo trabalhando todas as sociedades do Grupo. Isso contribuiu, além disso, para atenuar os efeitos dos fatores descritos anteriormente. Nesse contexto, o Grupo fez um esforço notável para acomodar os recursos utilizados na atividade ao atual cenário econômico. 

EBITDA

Em termos de EBITDA normalizado, calculado a partir do EBITDA consolidado e neutralizando o efeito da aplicação da CINIIF 12 relativa a Contratos de Concessão de Serviços às linhas de transmissão que o Grupo opera no Brasil, a Elecnor alcançou 291,7 milhões de euros, implicando um crescimento de 6,7% face ao EBITDA normalizado registrado em 2015. Com base na referida interpretação, apenas são reconhecidas como receitas de exploração as relativas aos serviços de manutenção e exploração das referidas linhas de transmissão, pelo que, para apresentar dados mais analisáveis desta magnitude, foi considerado este EBITDA eliminado para efeitos contábeis. 

Para este bom dado contribuíram, fundamentalmente, os mesmos fatores anteriormente descritos na evolução do lucro líquido do Grupo, a exceção do referido sobre a evolução de moedas locais nas quais os financiamentos de projetos estão estruturados, face às moedas funcionais dos mesmos.

Em termos de EBITDA consolidado, o Grupo Elecnor alcançou 244,3 milhões de euros, representando um crescimento de 8,9% em relação ao EBITDA do exercício anterior.

Vendas e carteira

Em 2016, a Elecnor superou, pela primeira vez na sua história, os 2 bilhões de euros em vendas. Foram, em concreto, 2.035 milhões, implicando um aumento de 8,2% relativamente aos 1.881 milhões alcançados no exercício anterior.

Esse dado é explicado por meio de:

  • O positivo grau de avanço dos projetos que o Grupo tem vindo executando nos mercados exteriores, especialmente no México, com o início dos trabalhos da central de ciclo combinado que o Grupo Elecnor está executando nesse país, e no Chile, onde estão sendo executados, entre outros projetos, os trabalhos para a montagem da maior usina eólica do país para a Latin American Power.
  • O início das atividades da linha de transmissão de Alto Jahuel no Chile, assim como do seu segundo circuito, linhas que prestam serviço ao sistema de transmissão troncal do país.
  • Os bons dados de produção de energia gerada pelos projetos eólicos que o Grupo possui no Brasil
  • A favorável evolução do negócio nacional de infraestruturas do Grupo graças à crescente eficiência das operações. 

Na distribuição do volume de negócios por áreas geográficas, o mercado internacional representa 55% do total e o nacional 45%

No que diz respeito à carteira de contratos pendentes de execução, no encerramento de 2016 ascendia a 2.339 milhões de euros. Por mercados, a origem internacional ascendeu a 1.917 milhões (82% do total), enquanto a do mercado nacional é de 423 milhões de euros, ou seja, 18% do total da carteira.

Evolução dos dois grandes negócios da Elecnor

Em relação à evolução dos dois grandes segmentos de negócios do Grupo, Infraestruturas e Concessões, o primeiro obteve um avanço de 20% em termos de lucros após impostos, até alcançar 53 milhões de euros, enquanto as vendas cresceram 7,1%, fazendo com que ascendessem a 1.892 milhões de euros. Esta rubrica engloba a execução de projetos de engenharia, construção e serviços, com especial atividade nos setores de eletricidade, geração de energia, telecomunicações e sistemas, instalações, gás, construção, manutenção, meio ambiente e água, trens e espaço.

Por sua vez, o negócio de concessões (que contempla a operação de serviços por meio do investimento em ativos de transporte de energia e de geração, fundamentalmente eólica e termossolar) contribuiu com 6% em termos de lucros após impostos, ascendendo a 19,8 milhões de euros. A razão deste comportamento foi a já mencionada evolução de algumas moedas locais. As vendas, contudo, aumentaram 5,4%, até alcançar 211 milhões de euros.

Dívida financeira líquida

O exercício de 2016 encerrou com uma dívida financeira líquida corporativa de 272 milhões de euros, face aos 280 milhões do exercício anterior, representando uma redução de 3% que acresce ao ajustamento de 19,5% alcançado em 2015

Por sua vez, o rácio de Dívida Financeira Líquida/EBITDA do Grupo Restringido ascendeu, no encerramento de 2016 a 2,02, muito abaixo dos limites que definem os convênios financeiros.

Evolução em bolsa

Os títulos de Elecnor terminaram 2016 com um preço de 8,98 euros por ação, representando um aumento de 9,1% em relação ao encerramento de 2015, melhor comportamento que o observado no Ibex-35, que desceu 2,01%. O volume efetivo negociado ascendeu a 34,4 milhões de euros. A capitalização bursátil, por sua vez, foi de 781 milhões de euros, enquanto o PER permanecia em 11,4, 0,5 pontos acima dos dados do ano anterior.  

Relativamente à rentabilidade por dividendos, foi de 3,2%, face aos 2,9% de 2015. 

Quadro de pessoal

A 31 de dezembro de 2016, o quadro de pessoal do Grupo tinha mais 665 pessoas (+5,2%), ascendendo a 13.405 funcionários. O principal fator que explica o aumento de pessoal no mercado nacional está na atividade de Manutenção e Infraestruturas de Telecomunicações. Por sua vez, o mercado exterior tem mais 334 funcionários para dar resposta ao crescimento da atividade em Angola e na República Dominicana, principalmente.

Principais operações corporativas

A Elecnor, através da filial eólica Enerfin Sociedade de Energia, formalizou em 2016 a venda da sociedade Parques Eólicos de Villanueva à Cubico Naranja Wind Spain por 34 milhões de euros, operação que contribuiu de forma positiva para os resultados do Grupo no exercício. Com esta operação, a Elecnor prossegue a estratégia de rentabilizar o trabalho de promoção, desenvolvimento e construção de projetos até a exploração.

Além disso, aproveitando a atual situação de baixas taxas de juros, a Elecnor assinou no passado mês de junho um contrato de renovação para modificar o prazo do financiamento sindicado que, pelo montante de 600 milhões de euros, encerrou em julho de 2014 com 19 instituições financeiras, tanto nacionais como internacionais, e renovou em julho de 2015 ampliando o prazo em um ano e melhorando substancialmente as condições de margens originais. Com entrada em vigor imediata, esta renovação alarga o prazo em um ano, até julho de 2021, e mantém as condições de margens que foram acordadas para este financiamento no passado ano.

Por outro lado, o Conselho de Administração da Elecnor, S.A., na assembleia realizada no dia 21 de setembro de 2016 e no âmbito da política de sucessão ordenada, acordou, por unanimidade e com efeitos a partir de 1 de janeiro de 2017, a nomeação como Presidente não Executivo do Conselho de Administração e da Comissão Executiva do, até então, Vice-presidente, Jaime Real de Asúa Arteche, em substituição de Fernando Azaola, que tinha apresentado a renúncia voluntária como presidente executivo a partir da referida data. Após a saída da Presidência, Fernando Azaola continua como vocal do Conselho de Administração da Empresa e da Comissão Executiva. Além disso, Fernando Azaola continua sendo Presidente da Fundação Elecnor. Por outro lado, o Administrador Delegado, Rafael Martín de Bustamante, continua desempenhando as funções como primeiro executivo da Elecnor.

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