A Elecnor obteve um resultado líquido de 48,5 milhões de euros e aumentou as ventas em 10,6%
Primeiro semestre de 2013
31 de julho de 2013

A origem do aumento do valor de negócios está no mercado externo, onde aumentou 90,6%

O EBITDA cresceu 3,5%, ascendendo a 103,9 milhões de euros

A carteira de contratos pendentes de execução aumentou 15,4% graças, igualmente, à componente internacional, que cresceu 54,2% 

Madri, 31 de julho de 2013. A Elecnor fechou o primeiro semestre de 2013 com vendas consolidadas em 939,6 milhões de euros, o que representou um aumento de 10,6% face a igual período de 2012. Esta evolução foi possível graças ao crescimento de 90,6% no mercado externo, que compensou a queda de 29,4% no mercado nacional. Deste modo, as vendas no mercado externo (538,4 milhões de euros) superaram as do mercado interno (401,2 milhões) e representaram 57,3% do total. 

São quatro os fatores principais que explicam a aceleração do negócio internacional:

  • A maior contribuição das sociedades eólicas que operam no estrangeiro, graças, em parte, à entrada em operação das brasileiras Ventos da Lagoa e Ventos do Litoral, no Estado de Rio Grande do Sul.
  • A crescente contribuição das sociedades que atuam nos Estados Unidos, em especial no desenvolvimento do projeto do parque solar fotovoltaico de 20 MW para a empresa californiana PG&E.
  • O início do desenvolvimento do primeiro gasoduto da Elecnor no México, o de Morelos.
  • A contribuição da sociedade escocesa IQA, participada em 55% pelo Grupo Elecnor desde junho de 2012.

Resultados

Em relação aos resultados, o EBITDA cresceu 3,5%, para 103,9 milhões de euros. O resultado líquido consolidado, por sua parte, ascendeu a 48,5 milhões de euros, menos 8,1% do que no primeiro semestre de 2012. São quatro as principais origens deste comportamento: 

  • A conclusão, na última parte do exercício de 2012, da construção dos três projetos termossolares em que o Grupo participa no nosso país, assim como o atraso que está sofrendo o início de grandes projetos de construção no mercado externo, que se espera recuperar no segundo semestre.
  • As menores margens obtidas no negócio tradicional da Elecnor devido a um menor investimento dos clientes com os quais o Grupo opera.
  • A menor contribuição da sociedade solar fotovoltaica Atersa, como consequência da queda de atividade derivada das sucessivas alterações regulatórias na Espanha em matéria de produção energética, assim como da concorrência desleal realizada pelos países asiáticos produtores de módulos fotovoltaicos.
  • As menores margens face às esperadas que estão sendo obtidas da exploração das fábricas termossolares nas quais o Grupo participa devido às alterações regulatórias decididas nos finais do exercício de 2012 e em fevereiro de 2013.

 Em contraste, a continuação da política de contenção e controle sobre os gastos gerais que tem vindo a ser aplicada nos últimos exercícios conseguiu atenuar os efeitos destes fatores.

Carteira de contratos

Em relação à carteira de contratos pendentes de execução, a evolução no primeiro semestre de 2013 foi positiva, com um crescimento global de 15,4% em relação ao mesmo período de 2012, o que permitiu situar em 2.096 milhões de euros no último dia 30 de junho. Também neste caso o maior dinamismo está nos mercados externos, em que a carteira cresce 54,2% e alcança 1.576 milhões, ou seja, 75,2% da carteira total. 

Previsão 2013

Após os dados registrados no semestre, a Elecnor prevê alcançar no conjunto do exercício de 2013 valores tanto de valor de negócios como de resultados na ordem dos obtidos em 2012. Esta previsão está condicionada pelos efeitos derivados do quadro regulatório publicado pelo Governo, em 12 de julho, para o setor elétrico. Neste sentido, será necessário interpretar o desenvolvimento regulamentar para calcular esses efeitos sobre as contas do exercício de 2013.