Assembleia Geral 2016. A Elecnor aumenta o dividendo de 2015 em 5% relativamente a 2014

Em 2015, a Elecnor aumentou o lucro líquido em 12,2%, para 65,7 milhões de euros, e as vendas foram de 1.881 milhões, mais 9,1% que no ano anteriorNo encerramento do passado exercício, a dívida financeira líquida corporativa foi de 280 milhões de euros, face a 348 milhões no anterior exercício (-19,5%)

18 de maio de 2016

Madri, 18 de maio de 2016. A Assembleia Geral de Acionistas da Elecnor, realizada hoje, quarta-feira, em Madri, aprovou a proposta do Conselho de aumentar em 5% o dividendo a distribuir correspondente ao exercício de 2015 relativamente ao dividendo pago para 2014. O dividendo total por ação foi de 0,2627 euros, dos quais já foram pagos, no passado mês de janeiro, 0,050 euros por título relativamente ao dividendo por conta. No próximo dia 8 de junho, serão pagos os restantes 0,2127 euros por título como dividendo complementar. 

Considerando este aumento de 5%, nos últimos 10 anos a taxa anual de crescimento do montante total distribuído correspondente a cada exercício foi de 9,3%, e sempre com pagamentos integralmente em dinheiro. 

Exercício de 2015

A Elecnor obteve, em 2015, um lucro líquido consolidado de 65,7 milhões de euros, representando um aumento de 12,2% relativamente a 58,5 milhões de 2014. 

Os principais fatores que explicam a evolução favorável do resultado consolidado de 2015, em relação ao alcançado no exercício passado, foram a positiva contribuição de boa parte das sociedades do Grupo que operam nos mercados exteriores; o resultado induzido pela exportação dos dois satélites de observação da Terra do Grupo, Deimos-1 e Deimos-2, como parte da parceira estratégica acordada no passado mês de junho com o Grupo canadense UrtheCast; o bom comportamento do mercado espanhol tanto relativamente ao volume de negócios como de rentabilidade e os bons dados de produção de energia das usinas eólicas que o Grupo gerencia na Espanha ajudado pelos preços alcançados no Mercado Ibérico de Eletricidade (MIBEL).

Por seu lado, o volume de vendas consolidado foi de 1.881 milhões de euros, representando um aumento de 9,1% relativamente ao registrado em 2014. 

Relativamente à distribuição do volume de negócios por áreas geográficas, o mercado internacional representa 54,7% do total e o mercado espanhol 45,3%

Dívida financeira líquida

O exercício de 2015 encerrou com uma dívida financeira líquida corporativa de 280 milhões de euros, face aos 348 do exercício anterior, representando uma redução de 19,5%. Por seu lado, o rácio da Dívida Financeira Líquida/EBITDA do Grupo Restrito foi de 2,20, muito abaixo dos limites que definem os convênios financeiros.

Principais operações corporativas

A Elecnor, por intermédio de sua divisão tecnológica, a Elecnor Deimos, assinou em 23 de junho do ano passado uma aliança estratégica com a empresa canadense UrtheCast para projetos conjuntos no setor aeroespacial. A operação incluía a venda, para a UrtheCast, dos dois satélites de observação da Terra da Elecnor, Deimos-1 e Deimos-2, assim como outros acordos complementares. 

Por sua vez, a Elecnor Deimos e a UrtheCast assumiram um compromisso de trabalhar em conjunto em oportunidades de interesse comum. Assim, a Elecnor tornou-se sócia estratégica da UrtheCast no programa “Constellation”, cujo objetivo é desenvolver a primeira constelação completamente integrada de satélites de observação da Terra, óticos e de radar. Especificamente, a empresa espanhola contribuirá para as áreas de controle de missão, estações em Terra no comando e recebimento de dados, análise de missão e dinâmica de voo, como também para a integração da carga útil dos satélites radar na sala limpa do Centro de Integração e Operações de Satélites da Elecnor em Puertollano (Ciudad Real).

Posteriormente, em 15 de julho, foi alcançado o encerramento efetivo da operação de venda dos satélites por um montante conjunto final de 76,4 milhões de euros.

Por outro lado, e aproveitando a melhoria nos mercados financeiros causada pela atual situação das taxas de juros, a Elecnor assinou a 2 de julho um contrato de renovação para alterar determinadas condições do financiamento sindicado que, pelo montante de 600 milhões de euros, concluiu em julho de 2014 com 19 instituições financeiras, tanto espanholas como internacionais.

Esta novação implicou estender o vencimento em um ano, até julho de 2020 e melhorar as condições de margens que foram originalmente acordadas para este financiamento.

Finalmente, ao longo do exercício 2015, foi alcançado um acordo com os bancos financiadores dos "project financing" das duas usinas termossolares localizadas em Alcázar de San Juan (Ciudad Real) nas quais o Grupo Elecnor participa para adaptar o financiamento à nova realidade da indústria renovável na Espanha, afetada pela alteração reguladora. Em concreto, estas novas condições de financiamento incluem uma extensão do prazo de reembolso do empréstimo assim como uma redução no spread de juros.