Deimos-1, primeiro satélite espanhol de observação da Terra, faz seu terceiro aniversário
30 de julho de 2012

Em três anos, o satélite, totalmente espanhol e pioneiro em seu âmbito, deu 15.900 voltas ao redor da Terra e captou 13.700 imagens

O Deimos-1 participou de projetos de destaque internacionais, como o registro de todos os bosques tropicais do mundo e a cobertura da África subsaariana. Além disso, captou imagens de incidentes recentes como os incêndios na zona de La Jonquera em Gerona, no Parque Natural do Teide em Tenerife e na Comunidade Valenciana

A atividade do Deimos-2 será complementada com o futuro satélite Deimos-2, que produzirá imagens da Terra com uma resolução até 400 vezes maior que a proporcionada pelo seu predecessor

Madri, 30 de julho de 2012.- O Deimos-1, primeiro satélite espanhol de observação da Terra e o primeiro europeu de capital totalmente privado, comemorou ontem, 29 de julho, o terceiro aniversário de seu lançamento, realizado em 2009. O satélite, de propriedade da Elecnor e operado pela sua área tecnológica, Elecnor Deimos, deu aproximadamente 15.900 voltas ao redor da Terra ao longo de três anos. Esta cifra implica um percurso de mais de 703 milhões de quilômetros, ou seja, mais de 1.700 vezes a distância entre a Terra e a Lua, e quase 5 vezes a distância entre a Terra e o Sol.

Além disso, o satélite fez um total de 13.700 imagens de grandes dimensões, cobrindo uma superfície de 1.450 milhões de km2, o que equivale a 2,8 vezes a superfície total da Terra. São imagens de alta resolução, especialmente idôneas para a obtenção de informação territorial para sua aplicação em diversos campos: agricultura, meio ambiente, mudança climática, segurança, desflorestamento, gestão de recursos hídricos e apoio à gestão das crises provocadas por desastres naturais.

Projetos de destaque 

As capacidades avançadas do Deimos-1 permitiram sua participação em importantes projetos internacionais. Atualmente, e pelo terceiro ano consecutivo, o Deimos-1 participa do programa GMES (Global Monitoring for Environment and Security) da União Europeia e da Agência Espacial Europeia (ESA) para a cobertura da África subsaariana. Em 2010, o Deimos-1 fez um registro completo de todos os bosques tropicais do mundo para a ESA.

Da mesma forma, a Elecnor Deimos renovou, pelo segundo ano, o acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) com o objetivo de identificar e controlar cultivos e colheitas nos 48 estados continentais.

Alguns incidentes recentes acompanhados por meio de imagens do Deimos-1 são os seguintes:

  • Grande incêndio na zona de La Jonquera, em Gerona (julho 2012)
  • Incêndio florestal no Algarve, zona sul de Portugal (julho 2012)
  • Incêndio no Parque Natural do Teide, em Tenerife (julho 2012)
  • Grandes incêndios declarados na Comunidade Valenciana (junho-julho 2012)
  • Incêndio florestal no Condado de Larimer, no Colorado, EUA (junho 2012)
  • Incêndio florestal de Rasquera, Tarragona (maio 2012)
  • Inundações no leste da Austrália (fevereiro 2012)
  • Grande mancha vulcânica sobre a ilha de El Hierro (outubro 2011)

Cabe destacar que o Deimos-1 foi o primeiro satélite que proporcionou às Nações Unidas imagens do terremoto e tsunami do Japão, ocorrido em março de 2011, para a ajuda nos trabalhos de resgate.

Deimos-2, primeiro satélite espanhol de altíssima resolução

O serviço oferecido atualmente pelo satélite Deimos-1 será completado com o do Deimos-2, que será o segundo satélite de observação da Terra da Elecnor Deimos. O novo satélite, que incluirá importantes avanços, produzirá imagens da Terra com uma resolução até 400 vezes maior que a proporcionada pelo seu predecessor.

Para o desenvolvimento, construção, lançamento e início de operação do Deimos-2, estima-se um investimento total de 60 milhões de euros. 

O lançamento do Deimos-2 está previsto para o final de 2013 e será controlado a partir de um centro de integração de satélites em Puertollano (Ciudad Real), cuja inauguração acontecerá no final deste ano. No mês de setembro, será instalada a antena, de quase 11 metros de diâmetro, com a qual a equipe em terra entrará em contato com o Deimos-2, e que permitirá também receber dados de outros satélites, entre eles, do Deimos-1.