Elecnor Deimos coloca em órbita o primeiro satélite espanhol de altíssima resolução
17 de junho de 2014

O satélite DEIMOS-2 possibilitará aprimorar o conhecimento dos fenômenos naturais que ocorrem na Terra e contribuirá para a prevenção e a gestão de possíveis crises de caráter natural.

Captura imagens com alta precisão e resolução de até 75 cm.

O êxito desta nova missão reforça sua posição como uma referência na indústria aeroespacial espanhola e europeia, após o  lançamento do DEIMOS-1 e do desenvolvimento do Centro de Integração e Operações de Satélites de Puertollano. 

Madri, 17 de junho de 2014.- A Elecnor Deimos, área tecnológica da Elecnor, está prestes a concluir um dos projetos aeroespaciais mais ambiciosos empreendidos na Espanha. Trata-se da colocação em órbita do primeiro satélite espanhol de altíssima resolução, o DEIMOS-2, que implicou um investimento de 60 milhões de euros, cifra que é estimada em aumentar até os 100 milhões de euros no final da vida útil do mesmo.

O lançamento ocorrerá em 19 de junho às 21h10, do Complexo de Lançamento de Yasni, na Rússia, onde um lançador russo-ucraniano, denominado Dnepr, o colocará em órbita. Uma vez em órbita, espera-se que capture imagens precisas da superfície terrestre durante, pelo menos, os próximos 7 anos. 

Esta missão foi realizada em um tempo recorde de três anos. Uma vez em serviço, o DEIMOS-2 vai participar de diversos projetos, todos eles a serviço da sociedade. Fornecerá informações precisas a pedido de clientes (principalmente governos e grandes empresas) que solicitem imagens para os âmbitos de: agricultura, meio ambiente, mudança climática, controle de crises e proteção civil (incêndios ou inundações), assim como defesa, inteligência e controle de fronteiras.

Este novo satélite, pancromático e multiespectral, com peso de 300 kg e dimensões de 2 m altura x 1,5 m largura, inclui uma câmara que consegue imagens de excepcional precisão e detalhe, com 75 cm de resolução e uma capacidade de 150.000 km2/dia a esta resolução com bandas RGB, NIR e Pancromática. Se compararmos um pixel de uma imagem capturada pelo primeiro satélite lançado pela empresa em 2009, o DEIMOS-1, com os que obterá o DEIMOS-2, conseguiremos 800 vezes mais dados e detalhes da zona. 

Miguel Belló, diretor-geral da Elecnor Deimos afirmou: “o objetivo do DEIMOS-2 é aprimorar o conhecimento dos fenômenos naturais que ocorrem no nosso planeta e contribuir para a prevenção e a gestão de possíveis crises de caráter natural. Por exemplo, ajudará a melhorar a produção agrícola, uma vez que permitirá fazer recomendações sobre quantidades de fertilizantes, zonas de aplicação, usos de irrigação, etc., contribuindo, assim, para cuidar do meio ambiente, servindo também para controlar e medir a mudança climática, o desmatamento e terá utilidade para as áreas de defesa e inteligência e, inclusive, para ajuda humanitária, entre outras inúmeras aplicações.”

A SEGUNDA MISSÃO PRÓPRIA DA ELECNOR DEIMOS 

O primeiro satélite desenvolvido pela empresa foi o DEIMOS-1, que destacou-se por ser o primeiro satélite espanhol de observação da Terra e o primeiro europeu de iniciativa totalmente privada. Foi colocado em órbita em julho de 2009 e, ao longo desses cinco anos, tornou-se uma referência mundial nos âmbitos para os quais foi concebido: agricultura, meio ambiente e mitigação do efeito de desastres naturais. 

O DEIMOS-1 dispõe de um sensor que proporciona imagens com largura de varredura de 620 km. 

O inovador Centro de Integração e Operações de Satélites da Elecnor Deimos

Para a integração e posterior controle da missão do DEIMOS-2, a Elecnor Deimos desenvolveu o inovador Centro de Integração e Operações de Satélites de Puertollano. Com um investimento de aproximadamente 8 milhões de euros, este complexo, inaugurado em 2013, permite a integração e o controle de satélites próprios, como o DEIMOS-2, e também de terceiros. 

Está equipado com a mais avançada tecnologia e divide-se em:

  • Área de Engenharia: onde realiza-se o trabalho de projeto e engenharia de satélites.
  • Sala limpa de 400 m2: onde realizam-se a integração e os testes dos satélites. É dotado de um sofisticado sistema de ventilação e filtração do ar para manter os mais rigorosos parâmetros ambientais e de controle de temperatura e umidade para realizar a integração de satélites cumprindo as mais altas exigências. 
  • Antena de 10,2 m de diâmetro, banda dupla (S + X) que serve para comunicar-se com o DEIMOS-2 e receber as imagens capturadas pelo satélite. Além dessa antena, haverá mais outras três para comunicar-se com o DEIMOS-2: Em Boecillo, Valladolid (onde a Elecnor Deimos conta com outro Centro de Controle a partir do qual atualmente supervisiona o DEIMOS-1), outra em Inuvik, no Canadá e em Kiruna, na Suécia.
  • Centro de Controle: a partir do qual a Elecnor Deimos comunica-se com o satélite, o supervisiona e controla. Daqui sairão dados de telecomando para programar no DEIMOS-2 quais imagens queremos capturar, como deve manobrar ou, inclusive, efetuar manobras de evasão diante de uma possível colisão com lixo espacial. Recebe também dados de telemetria, relativos à saúde do satélite e as imagens capturadas pelo DEIMOS-2. 

Uma vez que as imagens cheguem ao centro de controle, as informações serão processadas até serem transformadas em produto final para os clientes (empresas e governos, principalmente). Para este processo, a Elecnor Deimos conta com um software desenvolvido pela própria empresa (a série de produtos gs4EO, capaz de processar e entregar a imagem ao cliente em menos de 2 horas.

Com o DEIMOS-2 e o Centro de Integração e Operações de Satélites de Puertollano, a Elecnor Deimos completa sua presença em toda a cadeia de valor das missões espaciais, sendo capaz de gerenciar programas espaciais completos, projetar, integrar, validar, lançar e operar satélites de observação da Terra, explorar comercialmente satélites de observação e desenvolver sistemas espaciais de observação da Terra para terceiros.